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Les Rouges Cucina & Cocktail: Bebendo bem em um palácio histórico

Um bar em Gênova que serve drinks de classe e elaborados. Perfeito para quem ama coqueteis requintados.

 

O centro histórico de Gênova é repleto de bares e botecos. Mas encontrar um bar em Gênova que ofereça drinks de qualidade nem sempre é fácil. Felizmente o Les Rouges Cucina & Cocktail está aí para atender a quem gosta de beber bem.

Localizado no primeiro andar de um antigo palácio nobre do século XVI, em uma das vielas nas proximidades da Catedral de San Lorenzo, da qual dista 1 minuto a pé, o Les Rouges é uma bela surpresa no centro histórico de Gênova.

Apesar do palácio elegante, o lugar é informal. E, de fato, segundo o proprietário, o ambiente despertou um pouco de medo nos clientes no início. Mas a desconfiança não durou muito. Já após os primeiros meses de 2013 – ano em que abriu – o local tornou-se um dos mais interessantes e procurados bares em Gênova. De fato, “convivialidade” é uma das palavras-chave de Les Rouges: você pode ir lá sozinho, em casal ou em grupo, e ainda vai ficar bem.

Les Rouges Cucina & Cocktail
Os afrescos e pinturas

O que tem no cardápio

Os afrescos das salas e as pinturas da artista Tamara de Lempicka talvez desviem sua atenção da rica lista de coquetéis elaborados pelos barmen. Mas não se preocupe, você terá bastante tempo para descobrir as opções e ainda poderá pedir um conselho ao pessoal de sala.

A lista de coquetéis é ampla e combina tradição e criatividade. As propostas variam de acordo com a época do ano, e é claro que também é possível pedir bebidas fora do cardápio.

Sem dúvida, um dos drinks mais pedidos do bar é Spritz Genovese. Um cocktail clássico, mas reinterpretado e enriquecido com ingredientes locais. Ele é feito com o lendário Corochinato, juntamente com vinho espumante, soda e manjericão.

bar em Gênova
O Spritz Genovese e o Aperol Spritz

A carta de vinhos é, provavelmente,a mais extensa entre os bares da cidade e não só. Além disso, os rótulos são produzidos pelos mesmos donos do Les Rouges, em colaboração com uma pequena vinícola do Piemonte.

A cozinha oferece pratos para acompanhar as bebidas. O menu é bem pensado, com tábuas de queijos e frios, mas também massas e clássicos da culinária da Liguria em versão “tapas”.

bar em Gênova

Enfim, o Les Roues é um bar em Gênova onde turistas e genoveses podem saborear drinks excelentes e deixar-se mimar em todos os sentidos.

 

Les Rouges Cucina & Cocktail
Piazza Campeto, 8A, Centro histórico de Gênova
Abre de quarta a domingo, das 18 às 23h (sexta e sábado até meia noite)

 

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Restaurantes

Cavour Modo 21: Uma trattoria boa e barata em Gênova

 

Se você procura um restaurante barato em Gênova e gosta de provar restaurantes “raíz”, frequentados por locais, então o Cavour Modo 21 pode ser uma ótima opção.

Antes de mais nada, não é fácil encontrar restaurantes baratos em Gênova que ofereçam pratos de qualidade. Por isso, o Cavour Modo 21 é um verdadeiro tesouro, e muitas pessoas são conscientes disso. De fato, na maior parte das vezes há uma fila imensa na porta.

Na verdade, por muito tempo fiquei com vontade de guardar esse segredo só para mim, mas achei que estava sendo egoista demais. Por isso, agora compartilho com vocês esta dica de ouro!

 

Um restaurante barato em Gênova com fila na porta

Antes da pandemia, eles não aceitavam reservas. Então a solução era chegar cedo, melhor se assim que o restaurante abrir (meio dia no almoço e 19h no jantar) e colocar o nome na lista de espera. A espera poderia durar apenas poucos minutos, se você chegasse no momento certo, ou então receber uma resposta negativa por parte do pessoal, pois já estava tudo lotado. Isso porque o cavour 21 é um restaurante pequeno, com poucas mesas e ficavam uma juntinho da outra. Com a pandemia, tornou-se necessário diminuir o número de mesas e aceitar reservas.

O restaurante em si é bastante peculiar, com desenhos e comentários dos clientes nas paredes. Além disso, as mesas são pequenas, organizadas em modo muito simples. De fato, ao invés de toalhas de mesa, há jogos americanos de papel, talheres, um prato e um copo (nada de taças!). Como eu falei no início do texto, é um restaurante “raíz”.

restaurante barato em Gênova

Mas vamos ao que interessa: a comida. O cardápio do Cavour 21 não é muito variado, mas muda sempre. Entretanto, alguns pratos típicos de Gênova não saem nunca de produção, como o ravioli de peixe e o clássico dos clássicos, a massa com pesto.

A propósito de pesto, o molho produzido pelo Cavour 21 recebeu diversos prêmios, inclusive internacionais. É realmente muito gostoso e você pode levá-lo para casa, pois eles comercializam em potinhos tanto o pesto quanto outros molhos artesanais.

onde comer pesto em genova
Trenette al pesto
Ravioli de peixe
Ravioli de peixe

Restaurante barato em Gênova: preço x qualidade

Este restaurante barato em Gênova tem um custo benefício incrível. Em todas as vezes que estive lá (e foram diversas) a comida sempre foi excelente e a conta uma pechincha. O preço das massas variam  €3,50 a €9 (as mais caras são aquelas com frutos do mar). Vinho? 1/2 litro por € 3,50. As sobremesas também custam menos de 5 euros. Não é à toa que está sempre cheio!

Embora haja uma grande rotação de clientes, e os garçons corram sempre de um lado para outro, o pessoal sempre foi muito gentil e atencioso. Além disso, os pratos chegam rapidamente. Por outro lado, não espere troca de talheres ou de copos durante a sua refeição.

 

Onde fica o Cavour Modo 21

Eu nunca teria entrado no Cavour 21 se não fosse a indicação de um genovês, até porque o lugar não fica em ruas onde normalmente se passeia. Embora esteja perto do Porto Antigo, fica do outro lado de uma avenida muito movimentada. Dificilmente um turista a atravessa para ir passear na outra margem, a menos que pretenda ir a um lugar específico.

restaurante popular em Gênova
As pessoas em pé estão esperando na fila

Reservas e horários

  • O Cavour Modo 21 abre de terça a domingo, das 12 às 14h30 e das 19 às 22h30.
  • As reservas são feitas apenas por WhatsApp ou SMS e só são confirmadas depois que eles responderem. Telefone/WhatsApp: +39 3938511140
  • Endereço: Piazza Cavour, 21R, Gênova (centro)
  • Veja o cardápio atual e outras informações na página Facebook do restaurante.

Por fim, o Cavour 21 é um restaurante genuíno. Em suma, lá você encontrará comida tradicional de Gênova, num ambiente rústico, sem frescuras, com preços bons demais para serem verdade.

 

 

 

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Gastronomia

Páscoa na Itália: 5 pratos da tradição da Ligúria

A Páscoa na Itália é uma festa muito importante, perdendo apenas para o Natal. Embora haja um ditado italiano que diz “Natale con i tuoi, Pasqua con chi vuoi” (Natal em família, Páscoa com quem quisermos), no dia da Páscoa os italianos costumam organizar uma grande refeição com toda a família.

Certamente cada região da Itália tem suas receitas próprias, ligadas à tradição gastronômica e que se mantiveram inalteradas ao longo dos séculos. Sendo assim, neste post trazemos cinco pratos típicos da Páscoa na Ligúria.

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Fricassê de cordeiro e alcachofras

Páscoa na Itália

Sem dúvida o rei das mesas da Páscoa na Itália é o cordeiro. Na Ligúria, ele é servido com alcachofras cozidas na frigideira. Neste fricassê, cozinha-se o cordeiro em pedaços em uma panela com vinho branco, caldo de carne, tomate e cebola. Por fim, depois de cozido, despeja-se um creme obtido a partir de ovo batido com pinoli, salsa e limão.

Outra versão popular do cordeiro da Páscoa é a coxa assada, temperada com folha de louro e sálvia, e servida com alcachofras ou batatas assadas. Sabores fortes e genuínos da terra, que passam de geração em geração. Enfim, para acompanhar essa delícia aconselha-se um vinho tinto com poucos taninos.

 

Lattuga ripiena – Alface recheado

É um prato muito saboroso que pode ser servido com caldo, ou assado com molho de tomate, mas também como acompanhamento. A receita diz que se deve rechear grandes folhas de alface escaldadas com uma mistura de carne, pão, ovos, parmesão e ervas como manjerona, alecrim e sálvia.

São muitas as versões que modificam a receita básica. Além do método de cozimento, é possível personalizar o recheio com base na carne que se utiliza. Por exemplo, há quem opte apenas pelo presunto, quem prefira carne moída e quem misture à carne, molejas e gordura de vitela, relembrando uma tradição culinária antiga e mais pobre.

 

Torta Pasqualina

Páscoa na Itália

Sem dúvida a Torta Pasqualina é o prato que mais representa a Páscoa na Ligúria. Provavelmente isso se deve à utilização de ovos e ervas. O invólucro da torta é uma espécie de massa folhada e o recheio inclui acelga portuguesa misturada com Prescinseua, uma coalhada fresca que se tornou famosa graças à Focaccia di Recco, da qual é o recheio. Além disso, usa-se este queijo local há muitos séculos. De fato, em 1413 um documento o menciona como “o único presente que os genoveses podiam dar aos Doges”.

Por fim, para enriquecer a Torta Pasqualina, despeja-se ovos crus inteiros sobre o recheio. Os vinhos mais indicados para o acompanhar são brancos, jovens e frescos.

 

Cavagnetti

Páscoa na Itália

O almoço de Páscoa na Itália termina sempre em modo grandioso. Na Ligúria, isto acontece com os cavagnetti, doces típicos feitos com uma base de massa doce, contendo um ovo inteiro cozido.

Segundo a tradição, ainda antes dos ovos de Páscoa, esse era o modo de dar ovos às crianças, como símbolo de boa sorte. São presenteados na Páscoa e consumidos durante a festa e, no dia seguinte, como lanche. Há também uma versão salgada deles.

Enfim, o termo Cavagnetto significa, no dialeto da Ligúria, cesta, e refere-se à forma da massa.

 

Páscoa na Itália: os Quaresimali da Ligúria

Os doces protagonistas da Semana Santa são os Quaresimali, biscoitos típicos de Gênova, preparados segundo os ditames da fé católica.

A sua origem remonta ao século XVI, quando as freiras da Igreja de San Tommaso, em Gênova, para aliviar o fardo do jejum nos dias de vacas magras, criaram biscoitos simples mas saborosos, preparados apenas com água, açúcar e pasta de amêndoa. Este ingrediente vinha das colônias árabes da Repúblicas Marítimas e era muito apreciado pela nobreza genovesa da época.

Biscoitos quaresimali genoveses sortidos

 

Existem três tipos diferentes de Quaresimali, diferentes na forma e no cozimento da pasta de amêndoa: o canestrellini, o mostaccioli e o marzipã. Por se tratarem de sobremesas secas servidas no final de uma refeição, a combinação perfeita é com um vinho doce, em particular com o Cinque Terre Sciacchetrà DOP.

 

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Receitas

Receita de “Chiacchiere”, doce típico do Carnaval italiano

Não há Carnaval na Itália sem chiacchiere, um doce típico do Carnaval italiano, mas cujo nome varia de região para região. São chamadas frappe na Emília-Romanha, cenci na Toscana, bugie di Carnevale no Piemonte, mas em grande parte da Itália, assim como aqui em Gênova, são simplesmente chiacchiere.

É também um doce muito conhecido no sul e sudeste do Brasil, onde são chamados de grostoli ou cueca virada. Enfim, o nome não importa, é uma guloseima muito simples de fazer  e apesar das pequenas variações que podem existir entre uma região e outra, o resultado é sempre o mesmo: uma massa fininha frita, coberta por uma chuva de açúcar. Uma delícia.

 

Receita de Chiacchiere

  • 500g (3 1/2 xíc) de farinha de trigo com fermento
  • 50g (3 1/2 col. de sopa) de manteiga
  • 70g (6 col. de sopa) de açúcar
  • 3 ovos + 1 gema
  • raspas da casca de 1 limão ou laranja
  • 2 colheres de sopa de aguardente
  • 1 pitada de sal
  • açúcar de confeiteiro para decorar
  • óleo para fritar

 

Modo de fazer:

Em um prato, bata os ovos com um garfo até que gema e clara fiquem bem misturadas. Numa tigela à parte, coloque a farinha de trigo peneirada, o açúcar, os ovos batidos, o sal e a aguardente. Misture tudo com as mãos ou com a ajuda de um processador, até que a massa fique compacta e lisa (10 minutos). Envolva a massa em filme plástico e deixe descansar na geladeira por 30 minutos.

Agora é hora de abrir a massa. Espalhe um punhado de farinha de trigo sobre uma superfície de mármore ou de madeira. Divida a massa em duas porções, para facilitar o trabalho. Em seguida, com um rolo de macarrão, abra a massa até que ela fique bem fininha, com cerca de 2mm de espessura. Com um cortador de pastel, corte tiras de aproximadamente 3 x 10 cm. Faça o mesmo com a outra parte da massa.

Frite as tiras em abundante óleo até que fiquem bem douradinhas. Vá fritando aos poucos e vá colocando a massa frita num recipiente forrado com papel toalha, para que absorva o óleo. Por fim, polvilhe açúcar de confeiteiro nas chiacchiere e divirta-se comendo!

 

E então, você conhece algum outro doce típico do Carnaval italiano? Conta pra gente!

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Passeios

Boccadasse, o bairro mais charmoso de Gênova

Boccadasse é um lugar imperdível quando se visita Gênova. Com suas casas em tons pastéis e uma prainha de cascalho, esta pitoresca vila de pescadores é um verdadeiro deleite para os olhos.

Antes de tudo, é importante saber que Boccadasse é uma parte de um bairro de Gênova chamado Albaro. Praticamente é tão escondido, que não dá nem para ver a partir da rua principal. No entanto, ele está localizado em um lugar tão bonito e é tão diferente do centro de Gênova que parece que estamos em uma pequena vila de pescadores, não na capital da Ligúria.

Além disso, é como se estivéssemos saboreando uma prévia das Cinque Terre!

Boccadasse

Um pouco da história de Boccadasse

As origens de Boccadasse não são muito claras.

Ao que parece, na Idade Média, por volta do ano 1000, alguns pescadores espanhóis, depois de uma tempestade, teriam encalhado em uma prainha de pedras e decidido construir uma vila ali. Na época, chamaram o lugar de Donderos, que era o nome do capitão deles.

Depois de alguns anos a aldeia tornou-se parte do distrito de San Francesco d’Albaro. Depois disso, no século XIX, passou a fazer parte de Gênova.

Posteriormente, com o crescimento de Gênova, todo o bairro de Albaro foi reconstruído e mudou muito. No entanto, Boccadasse permaneceu sempre o mesmo. Nada mudou por lá. Além disso, no século XX, as autoridades locais pretendiam demolir toda a aldeia de Boccadasse (!). Felizmente, graças ao protesto dos moradores, a decisão foi mudada e hoje podemos admirar este lugar encantador em Gênova.

Desde então, esta vila de pescadores dentro de Gênova tem inspirado compositores e poetas.

Mas de onde vem o nome Boccadasse?

Não se sabe ao certo. Segundo alguns, derivaria do nome de um certo Guglielmo Boccadassino, um proprietário de terras do lugar. No entanto, a teoria mais popular é aquela que diz que Boccadasse derivaria do dialeto genovês “böcca d’ase” (ou “boca de asno”) por estar localizado no coração de uma baía bastante estreita.

 

O que ver e fazer em Boccadasse

Boccadasse é minúscula, portanto não há muitas atrações para ver. De fato, é aquele tipo de lugar para se aproveitar a atmosfera, tomar um drink, curtir a paisagem.

A igrejinha de Santo Antonio

Ao chegarmos a Boccadasse, a primeira coisa que vemos é a Igreja de Santo Antonio de Pádua, um edifício erguido pelos pescadores como oratório a partir do século XVIII. A estrutura foi ampliada várias vezes ao longo dos anos, primeiro para alargar a nave, depois com a adição da torre do sino em 1827 e, finalmente, por ocasião da consagração em 1864.

O seu interior é caracterizado por um piso de mármore policromado e preserva várias obras de arte e, penduradas nas paredes, algumas maquetes de embarcações doadas como ex-voto pelos fiéis pelas graças recebidas.

O ponto panorâmico da Piazza Enrico Bassano

Atrás igreja há uma pracinha fantástica. De lá, você pode admirar uma vista maravilhosa de Boccadasse. Além disso, é também o melhor local para tirar fotos. Depois, da praça, pode-se descer por uma viela que leva à praia.

A pracinha
E a vista!

Nessa ruazinha há vários restaurantes e bares onde pode comer peixe fresco e tomar um drink. De fato, é um lugar muito popular entre os habitantes de Gênova, especialmente durante os fins de semana e à noite.

Lá em frente, entre o prédio rosa e amarelo, está a viela que leva da praça até a praia.

 

A prainha de Boccadasse

A praia de Boccadasse é de pedras (seixos cinzas), bem pequena e circundadas pelos prédios coloridos. De uma certa forma, fica protegida do barulho da cidade, por isso é considerada um oásis em Gênova, que é uma cidade grande. Aqui o som predominante é o das ondas, das crianças brincando e das pessoas conversando.

boccadasse
Mesmo fora do verão, nos dias de sol as pessoas aproveitam para sentar na praia e levar as crianças para brincar.

 

Enfim, não há exatamente uma lista de coisas para fazer em Boccadasse. Sem dúvida, a melhor forma de curtir o lugar é passear, desfrutar do ambiente e quem sabe parar para tomar um drink geladinho em algum cantinho com uma vista maravilhosa.

 

Onde comer em Boccadasse

Há inúmeros bares e restaurantes de frente para a praia. Uns mais turísticos e outros menos, oferecem comida de rua e pratos típicos de Gênova. Algumas dicas de restaurantes e bares são as seguintes:

Strambata

Este é o bar mais popular e famoso de Boccadasse. Lá você pode tomar drinks e experimentar alguns petiscos deliciosos que são servidos durante o happy hour. O único problema é que existem apenas cadeiras e nenhuma mesa. Os clientes sentam em cadeiras, na praia ou ficam a pé. Em todo caso, a vista que você pode admirar durante o seu aperitivo é deslumbrante!

Está vendo esta aglomeração na frente do bar com toldo listrado azul e branco? É o Strambata!

Trattoria Osvaldo

Se você prefere um restarante de frutos do mar, uma boa pedida é a Trattoria Osvaldo, especializado em culinária genovesa.

Patanegra

O Patanegra é um de nossos preferidos. É uma pizzaria, restaurante e também bar perfeito para o happy hour. Há um amplo terraço com vista para o mar, perfeito para tomar um drink no verão.

Happy hour do Patanegra

 

Como chegar a Boccadasse

O bairro de Boccadasse está localizado no leste de Gênova e dista cerca de 20min do centro histórico. Se estiver de carro, coloque como destino o seguinte endereço: Corso Italia, 38. É o endereço da sorveteria Il Baretto, pois em frente a ela há uma boa área de estacionamento. De qualquer forma, é também possível estacionar ao longo do Corso Italia, onde houver faixas azuis. Os estacionamentos são pagos e há maquininhas nas redondezas. Você terá que fazer o ticket e deixá-lo exposto no painel no carro.

Chegar lá é muito simples. Caso não esteja de carro, você pode tomar o ônibus 31, que sai da frente da estação Brignole. Depois é só descer na parada Italia 6 / Boccadasse.

 

Hotéis em Boccadasse

Gostaria de se hospedar em Boccadasse? Então veja no mapinha abaixo algumas opções de hotéis.

Booking.com

 

Por fim, na minha opinião Boccadasse é a parte mais charmosa de Gênova. Se você está visitando a capital da Ligúria, com certeza deveria dar um pulinho lá.

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Curiosidades

O Clássico de Gênova: Sampdoria x Genoa

O clássico de Gênova, o duelo entre Sampdoria e Genoa, chamado por aqui de “derby della lanterna” é, nada mais nada menos, que o clássico mais antigo do futebol italiano.

No entanto, chama-se derby della lanterna não porque é o clássico do fundo da tabela, mas porque o símbolo de Gênova é um farol. De fato, este é, carinhosamente, chamado La Lanterna.

Clássico de Gênova
Serie A 1993-94 – Genoa 1893 x UC Sampdoria – Fabio Galante e Ruud Gullit

Os times de Gênova

Os dois grandes times de Gênova, o Sampdoria e o Genoa, são chamados Blucerchiati e Grifoni, respectivamente.

Clássico de Gênova

Os Blucerchiati (circulados de azul)

O Sampdoria é o time historicamente mais pobre e foi criado pelos pescadores de Gênova em 1946. Além disso, ele é o resultado da fusão de duas equipes: a Andrea Doria e a Sampierdarenese que, além do nome, também fundiram suas cores, criando um uniforme bastante original, ou seja, uma camisa azul intercalada com duas listras brancas, uma vermelha e outra preta, com o brasão de armas de Gênova no centro. O escudo do Sampdoria mostra a silhueta de um pescador estilizado. Enfim, uma verdadeira obra de arte.

O Sampdoria foi campeão da Série A do Campeonato Italiano uma vez, no ano de 1990.


Os Griffoni (os grifos)

O Genoa é o clube mais antigo entre os que estão em atividade. Foi fundado em 1893 por um grupo de britânicos que logo entenderam que na Itália um esporte como o futebol podia ter a mesma reputação que naquela época pertencia à Inglaterra. O time foi chamado Genoa Cricket and Football Club.

Assim como os jogadores de futebol ingleses, os primeiros atletas do Genoa usavam uniformes brancos. Foi por ocasião do início do novo século, em 1900, que os jogadores do Genoa exibiram pela primeira vez uma camisa branca com listras verticais azuis. Era um tributo à equipe de Sheffield Wednesday, então um dos clubes mais famosos e titulados da Inglaterra.

Quanto ao Grifo (animal lendário fruto do cruzamento entre um cavalo, um leão e uma águia), é um símbolo colocado para proteger a cidade e seus habitantes. Apesar de aparecer na parte inferior dos documentos oficiais da equipe desde o início, será realmente costurado nas camisas de jogo apenas alguns anos após a inscrição nos primeiros torneios oficiais.

Em relação às cores, foi um fato da época, aparentemente não relacionado ao futebol, que determinou a escolha do vermelho e azul.

O ano de 1901 ficou marcado pela morte da rainha Vitória. Um evento dessa grandeza não deixou indiferentes os membros do clube que, após várias sessões e uma votação acirrada (5 votos a favor e 4 contra), mudou as cores do uniforme para as vermelho, branco e azul, um tributo evidente à bandeira do Reino Unido.

Assim nasceu a camisa principal do Genoa como a conhecemos hoje. Grená e azul escuro dispostos em quartos, com vermelho à direita, azul à esquerda e alguns detalhes branco.

O Genoa foi a primeira equipe a vencer um campeonato em 1898. O time detém nove títulos do Campeonato Italiano da série A.

Clássico de Gênova: as origens

O primeiro clássico de Gênova aconteceu em 3 de novembro de 1946, logo após o nascimento do time do Sampdoria, o qual ganhou o jogo.

Genoa x Sampdoria foi a primeira partida entre equipes da mesma cidade disputada na Série A, Série B e também na Copa da Itália. Os precedentes são, portanto, numerosos e tiveram maior visibilidade no cenário nacional do futebol entre o final da década de 1980 e o início da década de 1990, graças à iniciativa de seus respectivos presidentes.

O clássico de Gênova é cheio de boas lembranças e está entre os clássicos italianos mais vibrantes. Um espetáculo de cores toma conta do estádio Ferraris, desde a arquibancada norte (torcedores do Genoa) até o lado oposto, onde fica a torcida do Sampdoria.

Clássico de Gênova
A chamada “curva sud”, onde fica a torcida do Sampdoria.

Estádio Luigi Ferraris, o palco do clássico de Gênova

Começamos com outro fato histórico. O “Luigi Ferraris”, em Gênova foi o primeiro estádio da Itália e o lugar onde se disputou a primeira partida de futebol com jogadores de times diferentes! Era o dia 6 de janeiro de 1898 quando aconteceu o amistoso Genoa x Rappresentanza Torino.

Localizado no bairro de Marassi, é um estádio cheio de vicissitudes que o caracterizaram ao longo dos anos como um dos estádios mais “mal-humorados” da história. Por que assim tão temperamental? Tente perguntar aos genoveses, pessoas um tanto quanto ranzinzas e inconstantes.

Clássico de Gênova: estatísticas

No total, as duas equipes disputaram 100 jogos, com:

  • 24 vitórias do Genoa;
  • 37 empates;
  • 40 vitórias do Sampdoria;
  • 96 gols do Genoa;
  • 117 gols do Sampdoria.
  • O Genoa não venceu nenhum dos últimos sete jogos da Série A contra a Sampdoria (2 empates, 5 derrotas) e não fez gol em 4 deles.
  • O Genoa não vence um jogo de Série A contra o time do Sampdoria em casa, desde maio de 2011.
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Receitas

Receita de Farinata Genovesa

Este prato tradicional da Ligúria é uma espécie de torta bem fina, feita apenas com farinha de grão de bico, água, azeite de oliva extra virgem e sal.

Suas origens remontam à época dos romanos, mas segundo a lenda, a farinata como a conhecemos hoje foi inventada em agosto de 1284, quando a República de Gênova derrotou Pisa na batalha de Meloria no mar da Ligúria.

No caminho de volta para casa, os navios genoveses foram atingidos por uma tempestade, e parte do azeite de oliva e dos barris de farinha de grão de bico se quebraram, os produtos então misturados e umedecidos pela água salgada do mar. Após a tempestade, percebendo que não tinham mais nada para comer, os marinheiros colocaram a mistura para secar ao sol e consumiram.

Frequentemente aromatizada com alecrim, a farinata di ceci pode ser comida pura ou com adição de algum queijo cremoso e um toque de pesto alla Genovese.

receita de farinata

Receita de farinata genovesa

Aqui está a receita de farinata genovesa para uma assadeira redonda (cerca 35 cm de diâmetro):

200g farinha de grão de bico
600ml de água
1/2 copo de azeite de oliva extra virgem
sal e pimenta do reino à gosto

Modo de preparar

Antes de tudo, coloque a farinha de grão de bico na água, tendo o cuidado de dissolver todos os grumos. Em seguida, adicione duas pitadas de sal (o equivalente a 1 colher de chá) e deixe descansar por cerca de 5 horas, mexendo de vez em quando

Em seguida, elimine toda a espuma formada em sua superfície com uma escumadeira.

Enquanto aquece o forno a 250°C (o forno tem que estar no máximo mesmo), unte a assadeira com duas colheres de sopa de azeite. Provavelmente, as panelas perfeitas são as de cobre galvanizado, bem antigas, mas você também pode fazer farinata em uma assadeira normal.

Quando o forno estiver quente, aqueça a panela de óleo por alguns minutos; em seguida, despeje a mistura e o óleo restante nela.

Deixe a assadeira em contato com o fundo do forno por 10 minutos. Depois disso, mude para a parte mais alta e deixe assar por mais 10-15 minutos, até que a superfície fique dourada.

Por fim, polvilhe com pimenta-do-reino e sirva quente. Sua farinata genovesa está pronta!

 

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Atualidades

Ponte San Giorgio: O novo viaduto de Gênova

Como sabemos, pois foi notícia no mundo inteiro, em 14 de agosto de 2018 ocorreu uma verdadeira catástrofe em Gênova. Uma parte do viaduto Ponte Morandi, desabou de repente, causando a morte de 43 pessoas.

O viaduto fazia parte da autoestrada A10, que liga a Itália à França. Após o desabamento da Ponte Morandi, a conexão crucial com a rodovia foi interrompida. Sem a ponte, todos os motoristas tiveram que usar outras rodovias para se deslocar de oeste para leste e vice-versa, ou tiveram que sair da rodovia em Gênova e dirigir por dentro da cidade.

Como era a ponte Morandi em Gênova antes do desastre.
ponte morandi em Gênova
O viduto após a queda

O novo viaduto de Gênova

Após muitas discussões e ideias diferentes sobre como deveria ser construído o novo viaduto, decidiu-se demolir completamente a Ponte Morandi em Gênova e construir uma nova, do zero, para substituí-la. O novo viaduto se chama “Ponte San Giorgio”.

Para isso, demoliram os dois últimos pilares da Ponte Morandi com 500 kg de explosivos em 28 de junho de 2019. Removeram o viaduto juntamente com várias casas danificadas que ficavam nas proximidades.

O projeto da nova ponte foi desenhado pelo famoso arquiteto genovês Renzo Piano, e a construção começou em abril de 2019. A ponte terá 1076m de comprimento e 18 pilares elípticos de concreto armado. O construtor garante que será uma ponte extremamente sustentável e “inteligente”, com sistemas de automação robótica e sensor para monitoramento e manutenção da infraestrutura e com um sistema especial de desumidificação para evitar a formação de condensação de sal e limitar os danos por corrosão.

A ponte no final do mês de maio de 2020

Inauguração da Ponte San Giorgio

Mesmo com a pandemia, as obras não pararam. Em 28 de abril de 2020 foi colocada a última parte do viaduto.

Enfim, no dia 03 de agosto de 2020 aconteceu a cerimônia de inauguração e, finalmente na noite de 4 de agosto, o viaduto foi aberto ao trânsito de veículos.

Sem dúvida o desabamento do viaduto de Gênova é uma ferida ainda aberta. Mas de qualquer forma, o Ponte San Giorgio o símbolo de uma cidade que sempre consegue se reerguer.

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Gastronomia

Corochinato: a história da bebida típica de Gênova

Você já ouviu falar do Corochinato? É a bebida típica de Gênova, ideal para tomar no happy hour. Semelhante ao barolo chinato piemontês, o Corochinato é um vinho branco aromatizado criado mais de 100 anos atrás, em 1886.

O Corochinato, também chamado carinhosamente de Asinello, é um vinho branco aromatizado que nasceu a partir de uma receita típica genovesa.

Esta bebida típica de Gênova é aromatizada com especiarias e ervas aromáticas, destacando-se a quina calissaia, que dá um sabor levemente amargo e da qual deriva o nome Corochinato (lembre-se que a pronúncia é “coroquinato”). Mas a quina não é a única, pois são utilizadas dezesseis ervas e especiarias, como o absinto, genciana, cardo, tomilho, orégano, canela, todos ingredientes naturais dosados ​​de acordo com uma fórmula que não mudou nem mesmo uma vírgula desde 1886 até hoje. 

bebida típica de Gênova
O rótulo.

A história do Corochinato, a bebida típica de Gênova

No final do século XIX, a moda era criar os chamados vermutes ou “quinatos”, ou seja, vinhos aromatizados com quina. Eles tinham propriedades digestivas, serviam para preparar o sistema “digestivo” para a refeição. Praticamente um híbrido entre um drink e um remédio!

A receita passou por várias mãos, mas há cerca de 30 anos a vinícola Allara detém a marca.

Originalmente usava-se o vinho de Coronata, mas visto que ele hoje em dia é raro, atualmente se utiliza o Piemonte Cortese. Da contração das duas palavras, Coronata e quina, nasce o nome “Corochinato”. No rótulo há um burrinho carregando dois cestos com as garrafas de vinho dentro e ao lado dele um homem em trajes tradicionais, chamado Paciugo (ele é protagonista de uma lenda de Gênova). E depois há o farol de Gênova com os barcos, daí percebe-se que é um produto tipicamente genovês.

Características do Corochinato

Como escrevi anteriormente, o Corochinato é um vinho branco com infusão de muitas ervas, incluindo dois tipos de absinto, o pôntico e o romano. Portanto, o perfume lembra imediatamente o do vermute clássico, de Martini Bianco. Em vez disso, o sabor é muito diferente, menos doce, mais seco, com um sabor residual típico deste tipo de bebida, aquele amargo dado pela quina.

Pode ser bebido no happy hour ou como digestivo, após as refeições.

Sendo um produto natural, vinho branco e verde, sem conservantes, pode ser a base de muitos tipos de coquetéis. Ele é perfeito se servido fresco, para realçar as ervas, ou ainda simples com limão, acompanhado por um pedaço de focaccia e azeitonas.

Na cozinha, pode ser usado para flambar ou dar gosto a peixe ou carne branca.

bebida típica de Gênova

Onde provar o Corochinato?

Quando estiver por aqui, não deixe de provar esta bebida típica de Gênova. Você a encontrará facilmente nos bares históricos da cidade, aqueles tradicionais dos carruggi, as vielas do centro antigo de Gênova. Um deles é a Bottiglieria della Marchesa (Via di Canneto Il Lungo, 78). Custa pouco e ainda vem acompanhado com pedacinhos de focaccia!

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Frisceu: os bolinhos fritos de Gênova (com receita!)

 

A comida típica genovesa é muito simples, feita de poucos ingredientes, mas sempre rica em ervas aromáticas. Hoje eu quero falar sobre o frisceu, uma palavra genovesa que indica bolinhos de massa fritos recheados com ervas, manjuba ou bacalhau, usados como petisco ou lanche, onipresentes nas principais feiras e festivais da região. Alguns os chamam de “fish & chips” da Ligúria!

 

Receita de Frisceu, os bolinhos fritos de Gênova

Você pode comer essa deliciosa guloseima nas friggitorie do centro histórico ou na área de frente para o aquário, que oferecem especialidades genovesas para comer na rua. Outra maneira de comer frisceu é tomar um aperitivo no final da tarde. Em muitos lugares eles são servidos como petiscos!

INGREDIENTES

500g de farinha de trigo
2 gemas
uma colher de sopa de fermento em pó
cebolinha picada à gosto
azeite extra-virgem
água
sal e pimenta do reino

 

MODO DE PREPARAR

Pegue a farinha, peneire e dissolva-a em água até que a mistura fique lisa e homogênea, eliminando quaisquer grumos. Despeje a mistura em um recipiente, adicione o fermento, as duas gemas e o sal.  Mexa bem. Deixe a mistura coberta por 1/2 hora. Despeje o azeite em uma panela funda para fritar. Mexa a massa mais uma vez, adicione a cebolinha picada e use uma colher para pegar a mistura e formar pequenas porções na panela. Quando estiverem bem dourados, retire com uma escumadeira. Por fim, coloque-os em um prato coberto com papel toalha para secar um pouco o óleo. Se desejar, polvilhe os bolinhos com um pouquinho de sal e sirva quente.

Enfim, os frisceu caem muito bem vinhozinho branco, uma cerveja gelada ou um Spritz. Fica a seu critério!

 

Buon Appetito!