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Les Rouges Cucina & Cocktail: Bebendo bem em um palácio histórico

Um bar em Gênova que serve drinks de classe e elaborados. Perfeito para quem ama coqueteis requintados.

 

O centro histórico de Gênova é repleto de bares e botecos. Mas encontrar um bar em Gênova que ofereça drinks de qualidade nem sempre é fácil. Felizmente o Les Rouges Cucina & Cocktail está aí para atender a quem gosta de beber bem.

Localizado no primeiro andar de um antigo palácio nobre do século XVI, em uma das vielas nas proximidades da Catedral de San Lorenzo, da qual dista 1 minuto a pé, o Les Rouges é uma bela surpresa no centro histórico de Gênova.

Apesar do palácio elegante, o lugar é informal. E, de fato, segundo o proprietário, o ambiente despertou um pouco de medo nos clientes no início. Mas a desconfiança não durou muito. Já após os primeiros meses de 2013 – ano em que abriu – o local tornou-se um dos mais interessantes e procurados bares em Gênova. De fato, “convivialidade” é uma das palavras-chave de Les Rouges: você pode ir lá sozinho, em casal ou em grupo, e ainda vai ficar bem.

Les Rouges Cucina & Cocktail
Os afrescos e pinturas

O que tem no cardápio

Os afrescos das salas e as pinturas da artista Tamara de Lempicka talvez desviem sua atenção da rica lista de coquetéis elaborados pelos barmen. Mas não se preocupe, você terá bastante tempo para descobrir as opções e ainda poderá pedir um conselho ao pessoal de sala.

A lista de coquetéis é ampla e combina tradição e criatividade. As propostas variam de acordo com a época do ano, e é claro que também é possível pedir bebidas fora do cardápio.

Sem dúvida, um dos drinks mais pedidos do bar é Spritz Genovese. Um cocktail clássico, mas reinterpretado e enriquecido com ingredientes locais. Ele é feito com o lendário Corochinato, juntamente com vinho espumante, soda e manjericão.

bar em Gênova
O Spritz Genovese e o Aperol Spritz

A carta de vinhos é, provavelmente,a mais extensa entre os bares da cidade e não só. Além disso, os rótulos são produzidos pelos mesmos donos do Les Rouges, em colaboração com uma pequena vinícola do Piemonte.

A cozinha oferece pratos para acompanhar as bebidas. O menu é bem pensado, com tábuas de queijos e frios, mas também massas e clássicos da culinária da Liguria em versão “tapas”.

bar em Gênova

Enfim, o Les Roues é um bar em Gênova onde turistas e genoveses podem saborear drinks excelentes e deixar-se mimar em todos os sentidos.

 

Les Rouges Cucina & Cocktail
Piazza Campeto, 8A, Centro histórico de Gênova
Abre de quarta a domingo, das 18 às 23h (sexta e sábado até meia noite)

 

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Cavour Modo 21: Uma trattoria boa e barata em Gênova

 

Se você procura um restaurante barato em Gênova e gosta de provar restaurantes “raíz”, frequentados por locais, então o Cavour Modo 21 pode ser uma ótima opção.

Antes de mais nada, não é fácil encontrar restaurantes baratos em Gênova que ofereçam pratos de qualidade. Por isso, o Cavour Modo 21 é um verdadeiro tesouro, e muitas pessoas são conscientes disso. De fato, na maior parte das vezes há uma fila imensa na porta.

Na verdade, por muito tempo fiquei com vontade de guardar esse segredo só para mim, mas achei que estava sendo egoista demais. Por isso, agora compartilho com vocês esta dica de ouro!

 

Um restaurante barato em Gênova com fila na porta

Antes da pandemia, eles não aceitavam reservas. Então a solução era chegar cedo, melhor se assim que o restaurante abrir (meio dia no almoço e 19h no jantar) e colocar o nome na lista de espera. A espera poderia durar apenas poucos minutos, se você chegasse no momento certo, ou então receber uma resposta negativa por parte do pessoal, pois já estava tudo lotado. Isso porque o cavour 21 é um restaurante pequeno, com poucas mesas e ficavam uma juntinho da outra. Com a pandemia, tornou-se necessário diminuir o número de mesas e aceitar reservas.

O restaurante em si é bastante peculiar, com desenhos e comentários dos clientes nas paredes. Além disso, as mesas são pequenas, organizadas em modo muito simples. De fato, ao invés de toalhas de mesa, há jogos americanos de papel, talheres, um prato e um copo (nada de taças!). Como eu falei no início do texto, é um restaurante “raíz”.

restaurante barato em Gênova

Mas vamos ao que interessa: a comida. O cardápio do Cavour 21 não é muito variado, mas muda sempre. Entretanto, alguns pratos típicos de Gênova não saem nunca de produção, como o ravioli de peixe e o clássico dos clássicos, a massa com pesto.

A propósito de pesto, o molho produzido pelo Cavour 21 recebeu diversos prêmios, inclusive internacionais. É realmente muito gostoso e você pode levá-lo para casa, pois eles comercializam em potinhos tanto o pesto quanto outros molhos artesanais.

onde comer pesto em genova
Trenette al pesto
Ravioli de peixe
Ravioli de peixe

Restaurante barato em Gênova: preço x qualidade

Este restaurante barato em Gênova tem um custo benefício incrível. Em todas as vezes que estive lá (e foram diversas) a comida sempre foi excelente e a conta uma pechincha. O preço das massas variam  €3,50 a €9 (as mais caras são aquelas com frutos do mar). Vinho? 1/2 litro por € 3,50. As sobremesas também custam menos de 5 euros. Não é à toa que está sempre cheio!

Embora haja uma grande rotação de clientes, e os garçons corram sempre de um lado para outro, o pessoal sempre foi muito gentil e atencioso. Além disso, os pratos chegam rapidamente. Por outro lado, não espere troca de talheres ou de copos durante a sua refeição.

 

Onde fica o Cavour Modo 21

Eu nunca teria entrado no Cavour 21 se não fosse a indicação de um genovês, até porque o lugar não fica em ruas onde normalmente se passeia. Embora esteja perto do Porto Antigo, fica do outro lado de uma avenida muito movimentada. Dificilmente um turista a atravessa para ir passear na outra margem, a menos que pretenda ir a um lugar específico.

restaurante popular em Gênova
As pessoas em pé estão esperando na fila

Reservas e horários

  • O Cavour Modo 21 abre de terça a domingo, das 12 às 14h30 e das 19 às 22h30.
  • As reservas são feitas apenas por WhatsApp ou SMS e só são confirmadas depois que eles responderem. Telefone/WhatsApp: +39 3938511140
  • Endereço: Piazza Cavour, 21R, Gênova (centro)
  • Veja o cardápio atual e outras informações na página Facebook do restaurante.

Por fim, o Cavour 21 é um restaurante genuíno. Em suma, lá você encontrará comida tradicional de Gênova, num ambiente rústico, sem frescuras, com preços bons demais para serem verdade.

 

 

 

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Gastronomia

Páscoa na Itália: 5 pratos da tradição da Ligúria

A Páscoa na Itália é uma festa muito importante, perdendo apenas para o Natal. Embora haja um ditado italiano que diz “Natale con i tuoi, Pasqua con chi vuoi” (Natal em família, Páscoa com quem quisermos), no dia da Páscoa os italianos costumam organizar uma grande refeição com toda a família.

Certamente cada região da Itália tem suas receitas próprias, ligadas à tradição gastronômica e que se mantiveram inalteradas ao longo dos séculos. Sendo assim, neste post trazemos cinco pratos típicos da Páscoa na Ligúria.

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Fricassê de cordeiro e alcachofras

Páscoa na Itália

Sem dúvida o rei das mesas da Páscoa na Itália é o cordeiro. Na Ligúria, ele é servido com alcachofras cozidas na frigideira. Neste fricassê, cozinha-se o cordeiro em pedaços em uma panela com vinho branco, caldo de carne, tomate e cebola. Por fim, depois de cozido, despeja-se um creme obtido a partir de ovo batido com pinoli, salsa e limão.

Outra versão popular do cordeiro da Páscoa é a coxa assada, temperada com folha de louro e sálvia, e servida com alcachofras ou batatas assadas. Sabores fortes e genuínos da terra, que passam de geração em geração. Enfim, para acompanhar essa delícia aconselha-se um vinho tinto com poucos taninos.

 

Lattuga ripiena – Alface recheado

É um prato muito saboroso que pode ser servido com caldo, ou assado com molho de tomate, mas também como acompanhamento. A receita diz que se deve rechear grandes folhas de alface escaldadas com uma mistura de carne, pão, ovos, parmesão e ervas como manjerona, alecrim e sálvia.

São muitas as versões que modificam a receita básica. Além do método de cozimento, é possível personalizar o recheio com base na carne que se utiliza. Por exemplo, há quem opte apenas pelo presunto, quem prefira carne moída e quem misture à carne, molejas e gordura de vitela, relembrando uma tradição culinária antiga e mais pobre.

 

Torta Pasqualina

Páscoa na Itália

Sem dúvida a Torta Pasqualina é o prato que mais representa a Páscoa na Ligúria. Provavelmente isso se deve à utilização de ovos e ervas. O invólucro da torta é uma espécie de massa folhada e o recheio inclui acelga portuguesa misturada com Prescinseua, uma coalhada fresca que se tornou famosa graças à Focaccia di Recco, da qual é o recheio. Além disso, usa-se este queijo local há muitos séculos. De fato, em 1413 um documento o menciona como “o único presente que os genoveses podiam dar aos Doges”.

Por fim, para enriquecer a Torta Pasqualina, despeja-se ovos crus inteiros sobre o recheio. Os vinhos mais indicados para o acompanhar são brancos, jovens e frescos.

 

Cavagnetti

Páscoa na Itália

O almoço de Páscoa na Itália termina sempre em modo grandioso. Na Ligúria, isto acontece com os cavagnetti, doces típicos feitos com uma base de massa doce, contendo um ovo inteiro cozido.

Segundo a tradição, ainda antes dos ovos de Páscoa, esse era o modo de dar ovos às crianças, como símbolo de boa sorte. São presenteados na Páscoa e consumidos durante a festa e, no dia seguinte, como lanche. Há também uma versão salgada deles.

Enfim, o termo Cavagnetto significa, no dialeto da Ligúria, cesta, e refere-se à forma da massa.

 

Páscoa na Itália: os Quaresimali da Ligúria

Os doces protagonistas da Semana Santa são os Quaresimali, biscoitos típicos de Gênova, preparados segundo os ditames da fé católica.

A sua origem remonta ao século XVI, quando as freiras da Igreja de San Tommaso, em Gênova, para aliviar o fardo do jejum nos dias de vacas magras, criaram biscoitos simples mas saborosos, preparados apenas com água, açúcar e pasta de amêndoa. Este ingrediente vinha das colônias árabes da Repúblicas Marítimas e era muito apreciado pela nobreza genovesa da época.

Biscoitos quaresimali genoveses sortidos

 

Existem três tipos diferentes de Quaresimali, diferentes na forma e no cozimento da pasta de amêndoa: o canestrellini, o mostaccioli e o marzipã. Por se tratarem de sobremesas secas servidas no final de uma refeição, a combinação perfeita é com um vinho doce, em particular com o Cinque Terre Sciacchetrà DOP.

 

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Receitas

Receita de “Chiacchiere”, doce típico do Carnaval italiano

Não há Carnaval na Itália sem chiacchiere, um doce típico do Carnaval italiano, mas cujo nome varia de região para região. São chamadas frappe na Emília-Romanha, cenci na Toscana, bugie di Carnevale no Piemonte, mas em grande parte da Itália, assim como aqui em Gênova, são simplesmente chiacchiere.

É também um doce muito conhecido no sul e sudeste do Brasil, onde são chamados de grostoli ou cueca virada. Enfim, o nome não importa, é uma guloseima muito simples de fazer  e apesar das pequenas variações que podem existir entre uma região e outra, o resultado é sempre o mesmo: uma massa fininha frita, coberta por uma chuva de açúcar. Uma delícia.

 

Receita de Chiacchiere

  • 500g (3 1/2 xíc) de farinha de trigo com fermento
  • 50g (3 1/2 col. de sopa) de manteiga
  • 70g (6 col. de sopa) de açúcar
  • 3 ovos + 1 gema
  • raspas da casca de 1 limão ou laranja
  • 2 colheres de sopa de aguardente
  • 1 pitada de sal
  • açúcar de confeiteiro para decorar
  • óleo para fritar

 

Modo de fazer:

Em um prato, bata os ovos com um garfo até que gema e clara fiquem bem misturadas. Numa tigela à parte, coloque a farinha de trigo peneirada, o açúcar, os ovos batidos, o sal e a aguardente. Misture tudo com as mãos ou com a ajuda de um processador, até que a massa fique compacta e lisa (10 minutos). Envolva a massa em filme plástico e deixe descansar na geladeira por 30 minutos.

Agora é hora de abrir a massa. Espalhe um punhado de farinha de trigo sobre uma superfície de mármore ou de madeira. Divida a massa em duas porções, para facilitar o trabalho. Em seguida, com um rolo de macarrão, abra a massa até que ela fique bem fininha, com cerca de 2mm de espessura. Com um cortador de pastel, corte tiras de aproximadamente 3 x 10 cm. Faça o mesmo com a outra parte da massa.

Frite as tiras em abundante óleo até que fiquem bem douradinhas. Vá fritando aos poucos e vá colocando a massa frita num recipiente forrado com papel toalha, para que absorva o óleo. Por fim, polvilhe açúcar de confeiteiro nas chiacchiere e divirta-se comendo!

 

E então, você conhece algum outro doce típico do Carnaval italiano? Conta pra gente!

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Passeios

Boccadasse, o bairro mais charmoso de Gênova

Boccadasse é um lugar imperdível quando se visita Gênova. Com suas casas em tons pastéis e uma prainha de cascalho, esta pitoresca vila de pescadores é um verdadeiro deleite para os olhos.

Antes de tudo, é importante saber que Boccadasse é uma parte de um bairro de Gênova chamado Albaro. Praticamente é tão escondido, que não dá nem para ver a partir da rua principal. No entanto, ele está localizado em um lugar tão bonito e é tão diferente do centro de Gênova que parece que estamos em uma pequena vila de pescadores, não na capital da Ligúria.

Além disso, é como se estivéssemos saboreando uma prévia das Cinque Terre!

Boccadasse

Um pouco da história de Boccadasse

As origens de Boccadasse não são muito claras.

Ao que parece, na Idade Média, por volta do ano 1000, alguns pescadores espanhóis, depois de uma tempestade, teriam encalhado em uma prainha de pedras e decidido construir uma vila ali. Na época, chamaram o lugar de Donderos, que era o nome do capitão deles.

Depois de alguns anos a aldeia tornou-se parte do distrito de San Francesco d’Albaro. Depois disso, no século XIX, passou a fazer parte de Gênova.

Posteriormente, com o crescimento de Gênova, todo o bairro de Albaro foi reconstruído e mudou muito. No entanto, Boccadasse permaneceu sempre o mesmo. Nada mudou por lá. Além disso, no século XX, as autoridades locais pretendiam demolir toda a aldeia de Boccadasse (!). Felizmente, graças ao protesto dos moradores, a decisão foi mudada e hoje podemos admirar este lugar encantador em Gênova.

Desde então, esta vila de pescadores dentro de Gênova tem inspirado compositores e poetas.

Mas de onde vem o nome Boccadasse?

Não se sabe ao certo. Segundo alguns, derivaria do nome de um certo Guglielmo Boccadassino, um proprietário de terras do lugar. No entanto, a teoria mais popular é aquela que diz que Boccadasse derivaria do dialeto genovês “böcca d’ase” (ou “boca de asno”) por estar localizado no coração de uma baía bastante estreita.

 

O que ver e fazer em Boccadasse

Boccadasse é minúscula, portanto não há muitas atrações para ver. De fato, é aquele tipo de lugar para se aproveitar a atmosfera, tomar um drink, curtir a paisagem.

A igrejinha de Santo Antonio

Ao chegarmos a Boccadasse, a primeira coisa que vemos é a Igreja de Santo Antonio de Pádua, um edifício erguido pelos pescadores como oratório a partir do século XVIII. A estrutura foi ampliada várias vezes ao longo dos anos, primeiro para alargar a nave, depois com a adição da torre do sino em 1827 e, finalmente, por ocasião da consagração em 1864.

O seu interior é caracterizado por um piso de mármore policromado e preserva várias obras de arte e, penduradas nas paredes, algumas maquetes de embarcações doadas como ex-voto pelos fiéis pelas graças recebidas.

O ponto panorâmico da Piazza Enrico Bassano

Atrás igreja há uma pracinha fantástica. De lá, você pode admirar uma vista maravilhosa de Boccadasse. Além disso, é também o melhor local para tirar fotos. Depois, da praça, pode-se descer por uma viela que leva à praia.

A pracinha
E a vista!

Nessa ruazinha há vários restaurantes e bares onde pode comer peixe fresco e tomar um drink. De fato, é um lugar muito popular entre os habitantes de Gênova, especialmente durante os fins de semana e à noite.

Lá em frente, entre o prédio rosa e amarelo, está a viela que leva da praça até a praia.

 

A prainha de Boccadasse

A praia de Boccadasse é de pedras (seixos cinzas), bem pequena e circundadas pelos prédios coloridos. De uma certa forma, fica protegida do barulho da cidade, por isso é considerada um oásis em Gênova, que é uma cidade grande. Aqui o som predominante é o das ondas, das crianças brincando e das pessoas conversando.

boccadasse
Mesmo fora do verão, nos dias de sol as pessoas aproveitam para sentar na praia e levar as crianças para brincar.

 

Enfim, não há exatamente uma lista de coisas para fazer em Boccadasse. Sem dúvida, a melhor forma de curtir o lugar é passear, desfrutar do ambiente e quem sabe parar para tomar um drink geladinho em algum cantinho com uma vista maravilhosa.

 

Onde comer em Boccadasse

Há inúmeros bares e restaurantes de frente para a praia. Uns mais turísticos e outros menos, oferecem comida de rua e pratos típicos de Gênova. Algumas dicas de restaurantes e bares são as seguintes:

Strambata

Este é o bar mais popular e famoso de Boccadasse. Lá você pode tomar drinks e experimentar alguns petiscos deliciosos que são servidos durante o happy hour. O único problema é que existem apenas cadeiras e nenhuma mesa. Os clientes sentam em cadeiras, na praia ou ficam a pé. Em todo caso, a vista que você pode admirar durante o seu aperitivo é deslumbrante!

Está vendo esta aglomeração na frente do bar com toldo listrado azul e branco? É o Strambata!

Trattoria Osvaldo

Se você prefere um restarante de frutos do mar, uma boa pedida é a Trattoria Osvaldo, especializado em culinária genovesa.

Patanegra

O Patanegra é um de nossos preferidos. É uma pizzaria, restaurante e também bar perfeito para o happy hour. Há um amplo terraço com vista para o mar, perfeito para tomar um drink no verão.

Happy hour do Patanegra

 

Como chegar a Boccadasse

O bairro de Boccadasse está localizado no leste de Gênova e dista cerca de 20min do centro histórico. Se estiver de carro, coloque como destino o seguinte endereço: Corso Italia, 38. É o endereço da sorveteria Il Baretto, pois em frente a ela há uma boa área de estacionamento. De qualquer forma, é também possível estacionar ao longo do Corso Italia, onde houver faixas azuis. Os estacionamentos são pagos e há maquininhas nas redondezas. Você terá que fazer o ticket e deixá-lo exposto no painel no carro.

Chegar lá é muito simples. Caso não esteja de carro, você pode tomar o ônibus 31, que sai da frente da estação Brignole. Depois é só descer na parada Italia 6 / Boccadasse.

 

Hotéis em Boccadasse

Gostaria de se hospedar em Boccadasse? Então veja no mapinha abaixo algumas opções de hotéis.

Booking.com

 

Por fim, na minha opinião Boccadasse é a parte mais charmosa de Gênova. Se você está visitando a capital da Ligúria, com certeza deveria dar um pulinho lá.

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Gastronomia

12 doces italianos típicos do Natal

Vamos repercorrer juntos a história de alguns dos doces italianos típicos do Natal, que podem variar muito de região para região, mas que indiscutivelmente têm em comum a qualidade das matérias-primas e a originalidade.

Na Itália, cada região, às vezes até cada cidade, tem seu próprio doce típico. Por aqui há infinidade de bolos, biscoitos e doces para serem apreciados nas festas de fim de ano, e os pan “alguma coisa”, não somente panetone! Certamente você que tem origens italianas deve lembrar de alguma receitinha especial da sua família que era preparada  neste período do ano, não é mesmo?

Por isso, selecionei aqui 12 doces italianos típicos do Natal e conto a história deles!

 

Milão e o panetone

doces italianos típicos do natal

Quando a gente pensa nos doces típicos do Natal na Itália é impossível não lembrar primeiramente do panetone!

Com sua típica forma cilíndrica, dada da forma onde é feito, a receita tradicional do panetone leva ovos, manteiga, farinha de trigo, passas e frutas cristalizadas. Hoje existem várias versões: com chocolate, recheado com cremes dos mais variados tipos, isso sem falar na versão “sem” passas e/ou frutas cristalizadas, para quem não é fã deles.

A história do panetone remonta ao século XV, na Milão onde reinava o duque Ludovico Il Moro, mas não se sabe exatamente como ele nasceu. Duas são as lendas.

A primeira diz que o panetone teria sido uma receita realizada às pressas, para remediar um erro do cozinheiro, que teria queimado o doce destinado aos convidados do duque no dia de Natal. Foi aí que o ajudante de cozinha, Toni, teve a ideia de fazer um doce com os ingredientes disponíveis na cozinha. O resultado foi um doce muito gostoso, apreciados por todos, tanto de chamá-lo “el pan del Toni”, o famoso panetone hoje conhecido no mundo todo.

A outra lenda está ligada a uma história de amor. Messer Ulivo degli Atellani, falconiere, apaixonado pela filha de um padeiro, fez de tudo para ser contratado por este e trabalhar na sua padaria, de modo que ficasse o mais perto possível da donzela. Para impressioná-la, decidiu criar um pão doce, utilizando os melhores ingredientes. Este pão fez um grande sucesso, atraindo muitos clientes para a padaria.

 

Doces italianos típicos do Natal: Verona e o pandoro

Doces italianos típicos do natal
Pandoro – Foto: Nikolas Pivlic (Flickr)

O pandoro é o outro doce de natal tradicional italiano. Macio, com um delicioso perfume de baunilha e manteiga, é uma espécie de brioche alta, de forma estelada e coberto de açúcar de confeiteiro.

Suas origens se confundem com as de outros doces veroneses: desde o nadalin, criado no século XIII para festejar o primeiro Natal de Verona sob a senhoria dos Scala, ao pan de oro, do século XVIII, um doce tão rico que reza a lenda que ele era coberto com folhas de ouro. Era o período mais flórido da república de Veneza.

Mas o pandoro assim como o conhecemos hoje nasceu exatamente em 14 de outubro de 1894, dia em que o confeiteiro Domenico Melegatti, fundador da fábrida de doces Melegatti, deu entrada no pedido de patenteamento do doce “pandoro”. Foi Melegatti a implementar as primeiras máquinas para a produção e distribuição em larga escala deste doce. Sua inconfundível forma se dá ao molde que Domenico Melegatti encomendou ao artista veronese Angelo dall’Oca Bianca. Já o nome, se diz, derivaria da exclamação de um ajudante da confeitaria, que ao ver o doce, disse maravilhado: “L’è proprio un pan de oro!”

 

Gênova e o pandolce

Gênova também tem seu “panetone”,  um pão doce especial que passa por uma longa fermentação natural e feito com uvas passas, pinoli, erva doce, farinha de trigo, água de flor de laranjeira e pedacinhos de cidra e abóbora cristalizados.

Antigamente eram usados azeite de oliva e mel no lugar de açúcar e manteiga, ingredientes que hoje, para nós, são comuns, mas que naquela época eram muito caros e difícil de achar.

A história do pandolce também é muito antiga, remonta ao tempo do almirante Andrea Doria, no século XVI, o qual, após um concurso entre confeiteiros de Genova, consagrou o pandolce como o melhor doce da cidade, símbolo da sua riqueza.

Além disso, é um doce que pode ser conservado por muito tempo, o que o tornava ideal para ser mantido nas dispensas dos navios.

Existem duas versões do pandolce: uma alta, fermentada por mais tempo, e uma baixa, que fermenta por menos tempo. A tradição pede que o membro mais jovem da familia insira um raminho de louro no alto do pandolce, como amuleto da sorte, enquanto cabe ao componente mais velho cortá-lo e guardar um pedaço para ser doado aos pobres.

 

O Friuli e a gubana

A gubana é o doce típico do Vale de Natisone, áreas de fronteira com a Eslovênia, na província de Udine. Parece, de fato, que este doce represente uma ponte entre as tradições culinárias entre os dois países. O nome derivaria do esloveno “gubat”, que significa enrolar ou “guba”, dobra. Realmente ele é um rolo dobrado em forma de caracol, aromatizado com grappa e recheado com bastante fruta seca e frutas cristalizadas.

As primeiras notícias que se tem deste doce remontam a  1409, na cidade de Cividale del Friuli, na ocasião de um rico banquete preparado para a visita do papa Gregorio XII. Mas ele poderia ser ainda mais antigo, visto que os romanos já tinham o hábito de rechear os pães com fruta e mel.

 

Roma e o pangiallo

doces italianos típicos do natal
Pangiallo de Roma – Foto: Wikimedia Commons

Típico de Roma e outras cidades da região Lazio, o pangiallo, um pão amarelo dourado (amarelo em italiano se diz ‘giallo’) cheio de frutas secas, passas, especiarias e frutas cristalizadas, tem origens muito antigas, na época do Império Romano!

Na Antiga Roma era uma tradição preparar doces amarelos e distribuí-los  durante a festa do solstício de inverno (21 de dezembro) como oferta para favorecer o retorno do sol. Ao longo dos séculos, sua memória não deixou de permanecer viva, transformando – o que na época dos romanos parecia uma massa macia – no saboroso “pangiallo” romano, arredondado, de cor âmbar.

A cor amarela do pangiallo se dá por causa do glacê que o cobre, que é feito com açafrão. As frutas secas, no entanto, são uma adição recente: antigamente os romanos usavam caroços de damasco e de ameixas tostados, já que nozes, avelãs e amêndoas eram muito caras.

 

Siena e o panforte

A história da Panforte de Siena remonta ao período medieval. Já em no século XIII era produzido um pão muito rico em mel e especiarias. No entanto, a partir do século XV, o produto adquiriu grande fama, também graças ao comércio fora do território local: além de Roma, ele era apreciado como um produto requintado nas principais cortes europeias. O panforte ganhou ainda mais força no século XIX, quando a produção deixou de ser exclusiva das lojas de especiarias, e ganhou uma dimensão maior.

Não existe uma receita exata do panforte, ela meio que varia de família para família, mas é basicamente um doce a base de amêndoas e frutas cristalizadas. Há várias versões do panforte:

  • O panforte preto ou panpepato é o panforte classico, com cobertura de especiarias.
  • De chocolate, também chamado de “panforte das damas” por ter um sabor mais delicado.
  • O panforte branco ou panforte margherita criado na ocasião da visita a Siena da rainha Margherita de Savoia. É doce e delicado, perfumado com baunilha, e feito com cidra cristalizada.
  • O panforte florido, que é mais recente e remonta ao início do século XX: é um panforte branco decorado com flores de açúcar, que reflete a tradição de apresentar o panforte em esplêndidas caixas pintadas com decorações florais realizadas por artistas.

 

Ferrara e o pampepato

doces italianos típicos do natal

No século XVII, as freiras do Mosteiro de Corpus Domini de Ferrara, inspiradas em uma receita antiga do grande chef renascentista Cristoforo da Messisbugo, criaram um doce para enviar às grandes personalidades da época. O cacau, recém-chegado à Europa, era um item de luxo, destinado a poucos e adicionado como jóia, um pó precioso.

O pampetato tem forma de cúpula, é decorado com amêndoas ou avelãs muito finas, frutas cristalizadas, aromatizadas com especiarias e, por fim, coberto com um glacê de chocolate meio amargo. Assim, o doce rico torna-se o Pan do Papa. É fácil entender a quem essa maravilha foi dedicada! Uma linguagem antiga, poética e perdida a transforma em Pampapato e Pampepato. Durante séculos, os dois nomes coexistem e a substância não muda. É o doce do Natal, das festas, é a sobremesa que melhor representa a riqueza e o requinte de Ferrara.

 

Nápoles e os struffoli

Strufoli – doces italianos típicos do Natal

Bolinhas de massa, primeiro fritas e depois completamente cobertas com mel e decoradas com bolinhas coloridas. Esses são os struffoli, um dos doces típicos do Natal em Nápoles e outras cidades da Campania.

Parece que os inventores dos struffoli foram os gregos; o nome deriva da palavra “strongoulus”, que significa “arredondado”, e de “pristòs”, que significa “recortar”, embora outra versão do nome queira que a palavra struffolo derive de “esfregar”, que é um pouco é o gesto que é feito para trabalhar a massa.

Na preparação do struffoli, nada é deixado ao acaso: o struffolo verdadeiro deve ser pequeno para formar o máximo de bolinhas possível e deve ser coberto com a quantidade certa de mel Struffoli. Igualmente importantes são as decorações, geralmente compostas por laranja, cedro, abóbora cristalizada e bolinhas coloridas.

 

Reggio Calabria e os petrali

Os petrali são doces de origem antiga, típicos de Reggio Calabria, cujos ingredientes eram conservados durante o ano apenas para serem usados no Natal. É uma espécie de biscoito feito com farinha de trigo, fermento, ovos, azeite, açúcar e um vinho doce branco. São feitos pequenos discos de massa que contêm recheio de figos secos, nozes, amêndoas, casca de tangerina ralada, tudo misturados com vinho e mel cozidos e aromatizados com canela e cravo e.

Os petrali podem ser fechados ou abertos, sendo estes últimos decorados com pedacinhos de massa e granulados coloridos, enquanto aqueles fechadas são cobertos com glacê branco ou de chocolate e sempre decorados com granulados coloridos.

 

Puglia e a cartellata al vincotto

A cartellata é o principal doce de natal da Puglia. Durante as festas de fim de ano, são preparadas bandejas e mais bandejas de cartellate. Também conhecidos como “carteddate” ou “nèvole”, dependendo da área, esses ninhos de massa frita são feitos com ingredientes simples, mas requerem uma preparação longa e trabalhosa.

A preparação da cartellata é feita compondo fitas de uma fina folha de massa, obtida com farinha de trigo, óleo e vinho branco, unidas e enroladas para formar, precisamente, uma “rosa” (ou ‘coroa’), e então fritas. Depois disso as cartellate são passadas no vincotto, ou seja, o mosto de uva cozido.

A história das cartellate, segundo alguns, seria até milenar. Em uma pintura rupestre do século VI a.C, encontrada perto de Bari, é mostrada a preparação de doces muito semelhantes a esses, provavelmente de origem grega, representados como oferendas aos deuses.

 

Piemonte e o tronchetto di Natale

doces tipicos do natal

Muitos acreditam que o Tronchetto di Natale nasceu nos países do norte da Europa onde, ao que parece, era preparado desde a Idade Média, até chegar aos Alpes franceses e, inevitavelmente, no Piemonte. Na verdade, nesses países, era particularmente comum manter um grande tronco para queimar na lareira durante a noite de Natal para aquecer simbolicamente o menino Jesus. Nesse caso, a sobremesa piemontesa seria um parente muito próximo do chamado “Buche de Noel”, a sobremesa preparada nos países francófonos em memória da antiga tradição da árvore de Natal.

Mesmo não sendo exatamente italiano, o Tronchetto di Natale piemontês é uma verdadeira alegria para o paladar que reúne, em uma única receita, sabores deliciosos como chocolate, castanhas, creme e conhaque.

 

Sicília e o buccellato

O Buccellato siciliano é uma espécie de rosca de massa frola e ricamente decorada, como acontece com muitos doces sicilianos. Ele não é apenas para ser comido, mas também para ser “mostrado”: na verdade, a tradição quer que seja exibida como um centro de mesa durante as festas de Natal.

Buccellato (ou cucciddatu), como muitos doces e pratos típicos da tradição siciliana, é fruto de muitos anos de história e contaminação cultural. O nome deriva do latim “buccellatum”, um pão doce em forma de rosca que os antigos romanos usavam para preparar e compartilhar em tempos de celebração.

No entanto, parece que este doce se inspira mais diretamente na tradição da Toscana. De fato, em Lucca, desde os tempos da Idade Média, é costume preparar um bolo na forma de uma rosquinha cheia de passas, que não por acaso também é chamado de buccellato. De fato, o encontro entre as duas culturas teria ocorrido na Idade Média, com a chegada de uma comunidade de Lucca na capital da Sicília, que começou a divulgar a receita. Na Sicília, é claro, a sobremesa sofreu influências árabes, sendo enriquecida com novos ingredientes, como cidra, laranjas, amêndoas, figos secos e canela.

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Então quais desses doces italianos típicos do Natal você conhece e já provou? Obviamente não vale citar o panetone! ?

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Curiosidades

O Clássico de Gênova: Sampdoria x Genoa

O clássico de Gênova, o duelo entre Sampdoria e Genoa, chamado por aqui de “derby della lanterna” é, nada mais nada menos, que o clássico mais antigo do futebol italiano.

No entanto, chama-se derby della lanterna não porque é o clássico do fundo da tabela, mas porque o símbolo de Gênova é um farol. De fato, este é, carinhosamente, chamado La Lanterna.

Clássico de Gênova
Serie A 1993-94 – Genoa 1893 x UC Sampdoria – Fabio Galante e Ruud Gullit

Os times de Gênova

Os dois grandes times de Gênova, o Sampdoria e o Genoa, são chamados Blucerchiati e Grifoni, respectivamente.

Clássico de Gênova

Os Blucerchiati (circulados de azul)

O Sampdoria é o time historicamente mais pobre e foi criado pelos pescadores de Gênova em 1946. Além disso, ele é o resultado da fusão de duas equipes: a Andrea Doria e a Sampierdarenese que, além do nome, também fundiram suas cores, criando um uniforme bastante original, ou seja, uma camisa azul intercalada com duas listras brancas, uma vermelha e outra preta, com o brasão de armas de Gênova no centro. O escudo do Sampdoria mostra a silhueta de um pescador estilizado. Enfim, uma verdadeira obra de arte.

O Sampdoria foi campeão da Série A do Campeonato Italiano uma vez, no ano de 1990.


Os Griffoni (os grifos)

O Genoa é o clube mais antigo entre os que estão em atividade. Foi fundado em 1893 por um grupo de britânicos que logo entenderam que na Itália um esporte como o futebol podia ter a mesma reputação que naquela época pertencia à Inglaterra. O time foi chamado Genoa Cricket and Football Club.

Assim como os jogadores de futebol ingleses, os primeiros atletas do Genoa usavam uniformes brancos. Foi por ocasião do início do novo século, em 1900, que os jogadores do Genoa exibiram pela primeira vez uma camisa branca com listras verticais azuis. Era um tributo à equipe de Sheffield Wednesday, então um dos clubes mais famosos e titulados da Inglaterra.

Quanto ao Grifo (animal lendário fruto do cruzamento entre um cavalo, um leão e uma águia), é um símbolo colocado para proteger a cidade e seus habitantes. Apesar de aparecer na parte inferior dos documentos oficiais da equipe desde o início, será realmente costurado nas camisas de jogo apenas alguns anos após a inscrição nos primeiros torneios oficiais.

Em relação às cores, foi um fato da época, aparentemente não relacionado ao futebol, que determinou a escolha do vermelho e azul.

O ano de 1901 ficou marcado pela morte da rainha Vitória. Um evento dessa grandeza não deixou indiferentes os membros do clube que, após várias sessões e uma votação acirrada (5 votos a favor e 4 contra), mudou as cores do uniforme para as vermelho, branco e azul, um tributo evidente à bandeira do Reino Unido.

Assim nasceu a camisa principal do Genoa como a conhecemos hoje. Grená e azul escuro dispostos em quartos, com vermelho à direita, azul à esquerda e alguns detalhes branco.

O Genoa foi a primeira equipe a vencer um campeonato em 1898. O time detém nove títulos do Campeonato Italiano da série A.

Clássico de Gênova: as origens

O primeiro clássico de Gênova aconteceu em 3 de novembro de 1946, logo após o nascimento do time do Sampdoria, o qual ganhou o jogo.

Genoa x Sampdoria foi a primeira partida entre equipes da mesma cidade disputada na Série A, Série B e também na Copa da Itália. Os precedentes são, portanto, numerosos e tiveram maior visibilidade no cenário nacional do futebol entre o final da década de 1980 e o início da década de 1990, graças à iniciativa de seus respectivos presidentes.

O clássico de Gênova é cheio de boas lembranças e está entre os clássicos italianos mais vibrantes. Um espetáculo de cores toma conta do estádio Ferraris, desde a arquibancada norte (torcedores do Genoa) até o lado oposto, onde fica a torcida do Sampdoria.

Clássico de Gênova
A chamada “curva sud”, onde fica a torcida do Sampdoria.

Estádio Luigi Ferraris, o palco do clássico de Gênova

Começamos com outro fato histórico. O “Luigi Ferraris”, em Gênova foi o primeiro estádio da Itália e o lugar onde se disputou a primeira partida de futebol com jogadores de times diferentes! Era o dia 6 de janeiro de 1898 quando aconteceu o amistoso Genoa x Rappresentanza Torino.

Localizado no bairro de Marassi, é um estádio cheio de vicissitudes que o caracterizaram ao longo dos anos como um dos estádios mais “mal-humorados” da história. Por que assim tão temperamental? Tente perguntar aos genoveses, pessoas um tanto quanto ranzinzas e inconstantes.

Clássico de Gênova: estatísticas

No total, as duas equipes disputaram 100 jogos, com:

  • 24 vitórias do Genoa;
  • 37 empates;
  • 40 vitórias do Sampdoria;
  • 96 gols do Genoa;
  • 117 gols do Sampdoria.
  • O Genoa não venceu nenhum dos últimos sete jogos da Série A contra a Sampdoria (2 empates, 5 derrotas) e não fez gol em 4 deles.
  • O Genoa não vence um jogo de Série A contra o time do Sampdoria em casa, desde maio de 2011.
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Gastronomia

13 pratos típicos de Gênova

Se você perguntar aos italianos quais são as especialidades gastronômicas de Gênova, eles provavelmente dirão uma dessas duas coisas: pesto ou focaccia. No entanto, os pratos típicos de Gênova vão bem além desses dois produtos.

De fato, há uma série de comidinhas e pratos clássicos que vão fazer você se apaixonar pela culinária da região. Muitos dos pratos típicos de Gênova são preparados com ervas aromáticas, como manjericão, manjerona, sálvia, louro, alecrim, erva-doce e muito mais. Além disso, graças ao extenso litoral, muitas das receitas são à base de peixes e frutos do mar.

Pratos típicos de Gênova: Farinata

receita de farinata

A farinata é uma das especialidades da Ligúria mais conhecidas e que impressiona pela sua simplicidade e sabor. Simples de preparar, era também um prato muito pobre e muito consumido como comida de rua.

Feita apenas com azeite, água e farinha de grão de bico, as suas origens parecem muito antigas (já era consumido na época dos romanos) e com o tempo espalhou-se por muitos portos do Mediterrâneo.

A farinata de grão-de-bico pode ser facilmente encontrada em muitos lugares do centro histórico e do porto de Gênova, e pode ser consumido tranquilamente enquanto se caminha pelas ruas da cidade. No entanto, também pode ser preparado com segurança em casa. Veja a receita da farinata genovesa.

Ainda, há uma outra comidinha típica de Gênova feita com os mesmos ingredientes da farinata: a panissa. No entanto, ela difere na farinata por ser mais grossa e cortada em tiras, como se fossem palitinhos.

 

Frisceu

Receita de Frisceu, os bolinhos fritos de Gênova
O frisceu, uma palavra genovesa que indica bolinhos de massa fritos recheados com ervas, manjuba ou bacalhau, usados como petisco ou lanche, onipresentes nas principais feiras e festivais da região. Alguns os chamam de “fish & chips” da Ligúria! Veja a receita de frisceu AQUI.

 

Focaccia

pratos típicos de Gênova

Embora você possa encontrar focaccia por toda a Itália, ela se originou em Gênova.

E, tenho que admitir, certamente comi a melhor focaccia da minha vida aqui. Em sua forma mais básica, a focaccia é um pão macio aromatizado com azeite e sal. A versão genovesa é um pouco mais fina do que você costuma encontrar em outros lugares da Itália.

Existem várias versões de Focaccia genovesa, sendo a mais comum aquela simples, apenas com azeite, ou ainda com azeitonas ou cebolas.

 

Pasta al pesto

pratos típicos de Gênova

Trofie, mandilli, trenette..Este prato típico da Ligúria é bem conhecido em todas as nossas mesas, e tem ficado cada vez mais popular também no exterior.

No entanto, nem todos sabem que o verdadeiro prato inclui não só o uso do pesto genovês (expliquei aqui como é feito o pesto original) para temperar as massas, mas é também acompanhado de batata cozida e feijão verde. Na verdade, é apenas graças à adição destes dois ingredientes que o prato adquire um sabor mais completo e distribuído, sem exagerar com a adição de pesto que pode, por vezes, tornar o prato menos digerível.

 

Ravioli al tocco

O Ravioli al tocco, chamado também de Ravioli alla Genovese é um dos pratos de massa mais tradicionais da Ligúria. Recheados com uma mistura de carne, escarola e borragem, esses ravióli são tradicionalmente servidos com um molho chamado tocco, ou tuccu no dialeto genovês.

Tocco é um molho preparado com um único corte de carne, cozido por várias horas a uma temperatura muito baixa. O molho é usado para dar sabor ao ravióli, enquanto a carne é servida como segundo prato.

Servido com uma pitada de queijo Parmigiano ralado na hora, o ravioli alla Genovese é uma experiência gastronômica autêntica, algo que você deve provar em sua visita a Gênova.

 

Pansotti con salsa di noci

Pansotti com molho de nozes é um prato típico da tradição da Ligúria. Este prato de origem bem simples, vegetariano, na tradição genovesa era bem adequado para o período da Quaresma, por ser sem carne. Graças ao seu sabor e peculiaridade, continua a ser um prato típico muito popular até hoje.

Não é só o pesto de nozes que caracteriza este prato tradicional, mas sobretudo o recheio destes pansotti, chamado preboggión. Preboggión é uma mistura de ervas silvestres típicas da cozinha tradicional da Ligúria, cujos ingredientes variam de local para local e até mesmo ao longo do ano, de acordo com as estações. Geralmente o preboggión é composto de borragem, acelga, cerefólio e urtiga, mas muitas outras ervas são adicionadas à mistura.

 

Cima alla Genovese

Cima alla Genovese é uma receita típica de Gênova. Trata-se de um prato tradicional e significativo da mais antiga gastronomia da Ligúria.

Preparado durante as festas de fim de ano, exige tempo e dedicação na sua preparação. A cima alla genovese é basicamente um invólucro de carne recheado com muitos ingredientes, incluindo miudezas de vitela e verduras variadas. Este invólucro é cozido e por fim servido em rodelas muito finas que realçam o recheio geralmente de cores diferentes.

A cima alla genovese não é comida quente, mas é um prato frio, que se come ao longo de alguns dias. Os vegetais utilizados para o recheio variam de família para família, mas acima de tudo seguem a tendência sazonal com os vegetais frescos disponíveis.

 

Cappon magro

O Cappon magro é uma saborosa salada de frutos do mar e vegetais da Ligúria, servida sobre uma base biscoitada. A salada é visualmente atraente, pois os ingredientes são tradicionalmente dispostos em uma pirâmide colorida e regados com molho verde. Alguns dos ingredientes mais comuns usados no cappon magro incluem camarão ou lagostim, peixe, cenouras, batatas, aipo, azeitonas, alcaparras e ovos cozidos.

Apesar do prato ser normalmente servido em ocasiões festivas especiais, como o Natal, é possível encontrá-lo também nos melhores restaurantes de Gênova durante o ano inteiro.

 

Brandacujun

Brandacujun é uma receita tradicional da Ligúria. Os marinheiros que frequentavam as instalações dos vários portos da Ligúria costumavam incentivar os cozinheiros a prepararem este prato dizedo a seguinte frase: “Branda cujun che ciù ti u brandi, ciù u l’è bon!” (“Agita, cretino, que quanto mais você agita, melhor fica!”), Daí o nome.

É um prato simples e pobre, como muitos pratos tradicionais da Ligúria. Os principais ingredientes do Brandacujun são batatas e bacalhau que, quando mexidos na frigideira, formam uma espécie de creme.

 

Anchovas

anchovas

Marinadas, fritas, recheadas… as anchovas estão presentes em todos os cardápios de Gênova! Você as encontra também como comida de rua, nos típicos quiosques de frituras.

 

Coelho à moda da Liguria (Coniglio alla Ligure)

pratos típicos

O coelho à moda Liguria é um prato tradicional que ainda hoje encontra o seu devido lugar entre os principais pratos de carne da gastronomia desta região da Itália. O coelho é uma carne muito popular na Ligúria tanto nos dias de hoje quanto no passado.

De fato, existem muitas fazendas de criação deste animal ainda presentes em toda a região. No Coniglio alla Ligure, a carne do coelho é  cozida juntamente com verduras, azeitonas, alecrim e pinhões. Prato leve e saboroso.

 

Pratos típicos de Gênova: Pandolce

O Pandolce é um pão doce italiano típico do Natal de Gênova e que consiste em farinha, açúcar, manteiga, leite, passas, ovos, suco de limão e pinhões. Sua textura é delicada e resistente, seca e úmida. Originalmente, famílias inteiras participavam da preparação do pandolce: as mulheres faziam o bolo, a mais nova o levava para a mesa e o mais velho o cortava depois que todos beijassem o bolo.

A primeira fatia era sempre guardada para o primeiro mendigo que batia na porta. Hoje em dia, ele pode ser encontrado nas lojas de toda Gênova já a partir de outubro/novembro.

 

Pratos típicos de Gênova – Para salvar no Pinterest!
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Receitas

Receita de Farinata Genovesa

Este prato tradicional da Ligúria é uma espécie de torta bem fina, feita apenas com farinha de grão de bico, água, azeite de oliva extra virgem e sal.

Suas origens remontam à época dos romanos, mas segundo a lenda, a farinata como a conhecemos hoje foi inventada em agosto de 1284, quando a República de Gênova derrotou Pisa na batalha de Meloria no mar da Ligúria.

No caminho de volta para casa, os navios genoveses foram atingidos por uma tempestade, e parte do azeite de oliva e dos barris de farinha de grão de bico se quebraram, os produtos então misturados e umedecidos pela água salgada do mar. Após a tempestade, percebendo que não tinham mais nada para comer, os marinheiros colocaram a mistura para secar ao sol e consumiram.

Frequentemente aromatizada com alecrim, a farinata di ceci pode ser comida pura ou com adição de algum queijo cremoso e um toque de pesto alla Genovese.

receita de farinata

Receita de farinata genovesa

Aqui está a receita de farinata genovesa para uma assadeira redonda (cerca 35 cm de diâmetro):

200g farinha de grão de bico
600ml de água
1/2 copo de azeite de oliva extra virgem
sal e pimenta do reino à gosto

Modo de preparar

Antes de tudo, coloque a farinha de grão de bico na água, tendo o cuidado de dissolver todos os grumos. Em seguida, adicione duas pitadas de sal (o equivalente a 1 colher de chá) e deixe descansar por cerca de 5 horas, mexendo de vez em quando

Em seguida, elimine toda a espuma formada em sua superfície com uma escumadeira.

Enquanto aquece o forno a 250°C (o forno tem que estar no máximo mesmo), unte a assadeira com duas colheres de sopa de azeite. Provavelmente, as panelas perfeitas são as de cobre galvanizado, bem antigas, mas você também pode fazer farinata em uma assadeira normal.

Quando o forno estiver quente, aqueça a panela de óleo por alguns minutos; em seguida, despeje a mistura e o óleo restante nela.

Deixe a assadeira em contato com o fundo do forno por 10 minutos. Depois disso, mude para a parte mais alta e deixe assar por mais 10-15 minutos, até que a superfície fique dourada.

Por fim, polvilhe com pimenta-do-reino e sirva quente. Sua farinata genovesa está pronta!

 

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Atualidades

Ponte San Giorgio: O novo viaduto de Gênova

Como sabemos, pois foi notícia no mundo inteiro, em 14 de agosto de 2018 ocorreu uma verdadeira catástrofe em Gênova. Uma parte do viaduto Ponte Morandi, desabou de repente, causando a morte de 43 pessoas.

O viaduto fazia parte da autoestrada A10, que liga a Itália à França. Após o desabamento da Ponte Morandi, a conexão crucial com a rodovia foi interrompida. Sem a ponte, todos os motoristas tiveram que usar outras rodovias para se deslocar de oeste para leste e vice-versa, ou tiveram que sair da rodovia em Gênova e dirigir por dentro da cidade.

Como era a ponte Morandi em Gênova antes do desastre.
ponte morandi em Gênova
O viduto após a queda

O novo viaduto de Gênova

Após muitas discussões e ideias diferentes sobre como deveria ser construído o novo viaduto, decidiu-se demolir completamente a Ponte Morandi em Gênova e construir uma nova, do zero, para substituí-la. O novo viaduto se chama “Ponte San Giorgio”.

Para isso, demoliram os dois últimos pilares da Ponte Morandi com 500 kg de explosivos em 28 de junho de 2019. Removeram o viaduto juntamente com várias casas danificadas que ficavam nas proximidades.

O projeto da nova ponte foi desenhado pelo famoso arquiteto genovês Renzo Piano, e a construção começou em abril de 2019. A ponte terá 1076m de comprimento e 18 pilares elípticos de concreto armado. O construtor garante que será uma ponte extremamente sustentável e “inteligente”, com sistemas de automação robótica e sensor para monitoramento e manutenção da infraestrutura e com um sistema especial de desumidificação para evitar a formação de condensação de sal e limitar os danos por corrosão.

A ponte no final do mês de maio de 2020

Inauguração da Ponte San Giorgio

Mesmo com a pandemia, as obras não pararam. Em 28 de abril de 2020 foi colocada a última parte do viaduto.

Enfim, no dia 03 de agosto de 2020 aconteceu a cerimônia de inauguração e, finalmente na noite de 4 de agosto, o viaduto foi aberto ao trânsito de veículos.

Sem dúvida o desabamento do viaduto de Gênova é uma ferida ainda aberta. Mas de qualquer forma, o Ponte San Giorgio o símbolo de uma cidade que sempre consegue se reerguer.